Mostrando 622 resultados

Pessoas e organizações
BR RSMC 01 · Entidade coletiva · 1889- 1936

As origens da Companhia Estrada de Ferro e Minas de São Jerônimo estão relacionadas com o início da exploração mais sistemática do carvão mineral na região do baixo Jacuí. Na década de 1850, através de autorização por decreto provincial, a produção foi controlada por capital inglês. Mais tarde, em 1872, agora por meio de decreto do governo imperial, é concedida a autorização de funcionamento para a Imperial Brazilian Company Limited, fundada na Inglaterra. Maquinários e trabalhadores ingleses vieram para a região de Arroio dos Ratos e se deu início à construção da Estrada de Ferro que ligaria as minas de Arroio dos Ratos até São Jerônimo. Essa empresa encerrou suas atividades em 1878 e seus direitos de concessão foram transferidos para a Holtzweissig e CIA de Porto Alegre que, apenas cinco anos depois (em 1883), também encerra a exploração do mineral. A interferência do carvão inglês pode ser apontada como elemento fundamental para as dificuldades encontradas pelas empresas na inserção no mercado nacional ocasionadas, dentre outras coisas, à qualidade do produto e estrutura precária de transporte. Em 1884, a então concessão passa para a Companhia das Minas de Carvão de Pedra de Arroio dos Ratos (CMCPAR), constituída majoritariamente por capital nacional. É essa empresa a responsável pela abertura do conhecido "poço Isabel" de Arroio dos Ratos, em 1885, e também pela construção de um novo trecho de ferrovia, ligando as minas de Arroio dos Ratos até o porto de embarque em Charqueadas, barateando o preço da produção do carvão pois não seria mais necessário o pagamento de intermediários. Contudo, as dificuldades relacionadas ao preço do carvão inglês também criavam empecilhos à atividade da CMCPAR, somada aos poucos investimentos apontados pela mesma por parte do governo federal. Assim, a empresa foi liquidada e redistribuída entre credores e acionistas. A partir de 1889, a empresa passa a ser denominada como Companhia Estrada de Ferro e Minas de São Jerônimo.

No final do século XIX, a vila de Arroio dos Ratos crescia e a empresa abria novos poços de extração de carvão. Em 1895 eclode a primeira greve de mineiros na região de que se tem notícia, exigindo melhores condições de vida e trabalho.

Ao longo da Primeira Guerra Mundial a indústria carbonífera conheceu algum crescimento interno, oriundo das crises de abastecimento. No entanto, ao final do conflito, a entrada de carvão estrangeiro voltou a ser uma realidade. No contexto da crise de 1929 é realizado o decreto federal de 1931 que define um percentual de 10% de consumo para o carvão nacional em relação ao importado.

Em 1918 eclode mais uma greve de trabalhadores nas Minas de Arroio dos Ratos, envolvendo cerca de 400 mineiros que reivindicavam aumento de salário, permissão para sair do subsolo quando não tivesse trabalho e nomeação de um fiscal, indicado por eles, para o controle do peso do carvão.

A partir da década de 1920, a empresa firma contratos de fornecimento de energia elétrica para regiões do Rio Grande do Sul. É também nesse contexto que vão ser implementadas legislações que visavam a proteção das classes trabalhadoras, objeto de bastante resistência por parte das empresas mineradoras. Na década de 1930, com a criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, bem como das Comissões e Juntas de Conciliação e Julgamento, para demandas individuais, teremos, junto às greves e demais mobilizações dos trabalhadores, um importante instrumento acionado pelos mesmos em suas lutas por direitos e melhores condições de vida.

Em 1936, a Companhia Estrada de Ferro e Minas de São Jerônimo, juntamente com a Companhia Carbonífera Riograndense (CRR), de Butiá, firma um acordo com o Consórcio de Empresas de Mineração, o CADEM. Sendo assim, a administração de ambas as empresas passa para o CADEM, composto pelos seguintes sócios: Luis Betim Paes Lemes e Otavio Reis, pela CEFMSJ, Roberto Cardoso e Grupo Martinelli, pela CCR, cabendo a direção do Consórcio a Roberto Cardoso.

Companhia Minas de Carvão do Jacuhy
BR RSMC02 · Entidade coletiva · 1917-1940

As origens desta companhia remontam ao século XVIII, início das descobertas de jazidas de carvão mineral no Brasil encontradas ainda em 1795 em Curral Alto, em terras então pertencentes ao espanhol Francisco Leão. Até 1915, no entanto, as jazidas da chamada Mina do Leão não foram sistematicamente exploradas. A partir daí, Albina Freitas de Souza e seus filhos, proprietários das terras, delegam a Ricardo de Souza Porto a possibilidade de pesquisar e realizar sondagens sobre a capacidade mineral no local. Para isso, Porto chama o engenheiro alemão Otokar Pauthner, já que o mesmo tinha experiência no trabalho nas minas de Arroio dos Ratos, então pertencentes à Companhia Estrada de Ferro e Minas de São Jerônimo CEFMSJ. Em 1916, os proprietários da estância do Leão resolveram arrendar as terras para Frederico Bueno Horta Barbosa, antigo diretor das Minas de Arroio dos Ratos, que passou a ter o direito de exploração do local por sessenta anos. Com isso, Horta Barbosa passa a ter o compromisso de abrir três poços de extração de carvão e de construir uma linha férrea para ligá-los, além de infraestrutura que previa a construção de casas, pontes e instalação de linhas telefônicas. Ainda em 1916, Hora Barbosa uniu-se aos empresários João Proença, Manoel Buarque de Macedo (na época, diretor do Lloyd brasileiro e da CEFMSJ) e Luiz Jacques de Freitas Vale (importante comerciante da época) para fundar a Companhia Carbonífera do Jacuí, com sede inicial no Rio de Janeiro e com prerrogativas de exploração do carvão encontrado na Mina do Leão. O então governo federal, representado por Wenceslau Braz, financiou o negócio com mil e quinhentos contos em dinheiro e em embarcações. Inicialmente, a exploração se deu via extração a céu aberto e, logo depois, percebendo o potencial da região, foram abertos três poços por perfuração. A mina do Leão chegou a render 1.500 toneladas de carvão por mês e abastecia, sobretudo, os vapores da Companhia de navegação Lloyd brasileiro, companhia de navegação estatal. Em 1917 a companhia passa a ter o nome definitivo: Companhia Minas de Carvão do Jacuí, agora com sede em Porto Alegre e contando com dois representantes diretos do Governo Federal na direção, já que este passa a ter metade das ações da empresa. Em 1918, com a ascensão de Delfim Moreira à presidência, o governo federal passa a demonstrar desinteresse na continuidade do negócio, culminando com a retirada, em 1919, da União da sociedade e com ela assumindo as dívidas da companhia junto ao Banco do Brasil. Nos anos seguintes, houve grande dificuldade dos empresários em dar seguimento à exploração sem o financiamento do governo federal. Já em 1930, os herdeiros de Albina Freitas de Souza romperam o contrato de concessão da Mina, que deixa então de pertencer à Companhia Minas de Carvão do Jacuí. Em 1940 a Companhia foi finalmente liquidada, possuindo muitas dívidas. Na assembleia geral responsável por sua liquidação, apenas a Estrada de Ferro do Jacuí foi declarada como conquista positiva da empresa. 

FIGTF · Entidade coletiva · 1954-2017

As origens da Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore remontam ao ano de 1954, quando os interesses de intelectuais ligados à Comissão Estadual de Folclore – os chamados “folcloristas de polígrafo” – e de tradicionalistas ligados ao 35 – Centro de Tradições Gaúchas levaram à criação do Instituto de Tradição e Folclore (ITF). Vinculado à recém-criada Divisão de Cultura da Secretaria Estadual da Educação do Rio Grande do Sul (1954), o ITF foi concebido para promover investigações e difusão de conhecimento a respeito das tradições e do folclore sul-rio-grandense. De acordo com Nedel, o Instituto “tirou jovens aprendizes do anonimato e concretizou o acolhimento oficial do tradicionalismo à estrutura estadual de governo”, tornando possível “associar burocraticamente ao estudo do Folclore o culto à Tradição” (2015, p. 154). Responsável pela realização de pesquisas sistemáticas, congressos e cursos de formação, o ITF chegou a constituir a Escola Superior de Folclore (dirigida à formação de professores da rede pública), mas foi extinto, possivelmente, em 1967, de acordo com estimativa de Nedel (2005). Na década seguinte, durante o governo de Euclides Triches, a organização foi recriada, desta vez sob a denominação de Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore.

Estruturado como fundação de direito público, o IGTF foi institucionalizado através da Lei nº 6.736, de 19 de setembro de 1974, tendo como base de atuação a "pesquisa e a divulgação da cultura gauchesca" (RIO GRANDE DO SUL, 1974). Em 27 de dezembro do mesmo ano, o Decreto nº 23.613 aprovou o Estatuto da FIGTF, definindo suas finalidades básicas, seu modelo de organização e funcionamento e a constituição de seu patrimônio e receita. Em 31 de dezembro de 1974, o instituto passou à supervisão da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Decreto nº 23.662), condição que se alterou em 1981 (com a criação da Secretaria de Cultura, Desporto e Turismo, através do Decreto nº 30.471). Este vínculo foi alterado posteriormente em outras ocasiões, devido a mudanças na estrutura administrativa do Estado, mas a FIGTF permaneceu ligada à pasta responsável pela Cultura. Por exemplo: de 1987 a 1989, a FIGTF integrou o Conselho Estadual de Desenvolvimento Cultural (CODEC) e, de 1989 a 1990, a Secretaria Estadual de Cultura, Turismo e Desporto, sucedida pela Secretaria da Cultura, criada pela Lei nº 9.117 de 20 de julho de 1990.

Durante suas primeiras duas décadas de funcionamento, as principais atividades desenvolvidas pela FIGTF foram a realização de pesquisas de campo voltadas à coleta de artefatos e registros de manifestações relacionadas à cultura do Rio Grande do Sul e o apoio a eventos de cunho cultural e artístico no estado – em especial os festivais de música nativista, com os quais o Instituto contribuiu com assessoria técnica. Durante este período, a instituição publicou a célebre série “Cadernos Gaúchos”, uma coletânea de publicações sobre temas vinculados ao folclore e às tradições do Rio Grande do Sul. Através do trabalho de profissionais especializados, a instituição reuniu também um importante e multifacetado acervo arquivístico, biblioteconômico e museológico, conjunto reunido na Biblioteca e Hemeroteca Glaucus Saraiva. Em 1990, este acervo foi complementado pela doação de mais de 2,5 mil monografias produzidas por alunos da Faculdade de Música Palestrina (FAMUPA), de Porto Alegre (RIO GRANDE DO SUL, 2017).
Ainda que as finalidades da FIGTF não tenham sido alteradas ao longo de sua trajetória, observa-se que, a partir de meados da década de 1990, o órgão passou a fomentar atividades menos vinculadas à investigação da cultura e do folclore sul-rio-grandense e mais atreladas à promoção das manifestações artísticas do Estado. Neste sentido, em 1999, a instituição inaugurou o Museu do Som Regional Edson Otto (INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS, 2011), integrado por publicações e, principalmente, por documentos de gênero fonográfico (discos de 78 RPM, compactos, LPs, K7s e CDs) produzidos no Rio Grande do Sul e/ou por artistas do Estado – e coletados por meio da campanha “Doe um disco, tchê!” (RIO GRANDE DO SUL, 2011; ARNECKE, 2012). No mesmo período, em maio de 2002, a instituição criou o Estúdio Público César Passarinho, destinado à gravação de programas radiofônicos, à produção de música regional e à digitalização dos conteúdos do Museu do Som Regional (RIO GRANDE DO SUL, 2002).

Ao menos desde 1985, a instituição coletava informações sobre a memória dos festivais de música nativista realizados no Rio Grande do Sul (TOLEDO, 1985). Neste sentido, em meados dos anos 2010, a FIGTF criou o Memorial dos Festivais, um espaço destinado a reunir o acervo arquivístico acumulado pela instituição ao longo de sua trajetória junto aos mais de 40 certames de música nativista realizados a partir de 1971 (COUGO JUNIOR, 2015). Além disso, na década de 2010, a instituição passou a investir esforços em diferentes projetos vinculados à cultura popular, como o carnaval de rua e as manifestações da cultura imaterial do Estado. Também nesta década, a fundação participou ativamente de grandes eventos, tais como o Acampamento Farroupilha, a Expointer e a Feira do Livro de Porto Alegre.

Em 16 de janeiro de 2017 a Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore foi extinta através da Lei nº 14.978. O encerramento das atividades da FIGTF ocorreu em virtude da execução do chamado Plano de Modernização Administrativa, que previu o enxugamento das estruturas administrativas do Governo do Estado do Rio Grande do Sul sob a justificativa de obter maior economicidade de recursos. De acordo com a legislação, a Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (SEDACTEL) passou a ser responsável por desempenhar as atividades antes exercidas pela fundação. Todos os bens da instituição foram revertidos em patrimônio do Estado. Em meados de 2017, as atividades do instituto foram formalmente encerradas.

Henn, Nathalio; Natho Henn
NH · Pessoa · 1901 - 1958

Às onze horas do dia 26 de dezembro de 1901, nasce Nathalio Henn, na cidade de Quaraí, fronteira com a cidade de Artigas, República Oriental do Uruguai, cidades que integravam os Povos Missioneiros. Filho de João Rodrigues, descendente de índios, e Inocência Henn, descendente de alemães.

No período entre os anos 1906 e 1912, Natho inicia seus estudos de piano aos cinco anos de idade, sua primeira professora foi, na verdade, a sua mãe. Tendo em sua família a música por tradição, era frequente a realização de saraus, peças teatrais ou recitais de canto e dança, compondo, neste período, obras como Dança de arlequim. Nesta idade ainda, foi influenciado pelo catolicismo, e sob orientação de um sacerdote, foi convidado a participar de cerimônias religiosas aos domingos, tocando peças de J. S. Bach e improvisos. Também, nessa época, tocou piano em clubes noturnos de Artigas, Uruguai, de forma a complementar e ajudar a renda da família, momento em que passaram por grandes dificuldades. Com o passar dos anos, Natho Henn passou a ser notado pela sua qualificação composicional, compondo uma coleção de valsas, influenciado principalmente, pela música de balé.

Em 1913, apesar das grandes dificuldades, sua mãe e Natho passam a residir em Montevidéu, na busca de continuidade dos estudos de piano de seu filho. Nesta fase, foi aluno de Willians Kokler, condiscípulo de Rubinstein. Foi nessa época que escreveu música para Branca das Neves, opereta em que foi intérprete principal. Ainda nesta fase, Natho Henn debruçou-se no estudo técnico do piano, impondo-se um rigoroso período de aperfeiçoamento criando estudos por meio da utilização de oitavas e terças de forma cromática, mesclando variações rítmicas. Ainda, compõe uma série de minuetos com temas modulados em diversas tonalidades, acentuando o sotaque brasileiro nessas composições. No mesmo ano, retorna a Quaraí, onde passa a lecionar piano e compor outras peças como, O Guasca, composição de características regionais, que procura captar os sons e o ritmo do estilo sulino de viver. Em 1917, sua mãe, Inocência Henn, acaba falecendo, foi ela a grande incentivadora de Natho para a arte e para a música.

Não se tem muitas informações sobre o lapso temporal após este período até a data de 1929, que é quando o Instituto Verdi de Montevidéu, outorga a Natho Henn o título de Professor Superior de Piano, com a classificação Sobresaliente y Mencion. Ainda neste período, estudou com Eduardo Fabini, importante compositor e pianista uruguaio, compositor de obras como “Tristes”, “Intermedios”, “Estudio Arpegiano” entre outras.

Em 1931, fixa residência em Livramento, neste ano, entre idas e vindas, viaja a Porto Alegre para apresentar um concerto na Sala Beethoven, espaço musical destinado a apresentações e concertos de música erudita, localizado na Casa Beethoven, loja de instrumentos musicais, acessórios e partituras que se mantém em exercício ainda nos dias de hoje.

Em 1934, apresenta recital no Theatro São Pedro, no programa estão obras de Beethoven, Chopin, Debussy, Fabini, Frutuoso Viana e as suas próprias composições.

Em 1935, ano do centenário da Revolução Farroupilha, é instituído um concurso musical para compositores gaúchos, competição cuja obra Páginas do Sul, de Natho, é vencedora.

Em 1939, apresenta recital de piano no salão nobre da Prefeitura de Livramento, entre as obras executadas, estão composições de Beethoven, Schumann, Debussy, Chopin e Liszt.

Em 1940, participa dos festejos do Bicentenário da Cidade de Porto Alegre, onde toca sua composição Páginas do Sul, figurando também o álbum comemorativo do Bicentenário.

Em 1942, muda-se para Porto Alegre, onde passa a exercer atividades de professor de piano, compositor e concertista. É neste período que surgem composições como “Violão” e “Prelúdio”. Passa também, a se apresentar em concerto no Theatro São Pedro, no programa, constavam clássicos e autorais.

Em 1943, compõe as obras “Ciranda”, “O canto da rolinha” e “Hino glória ao Brasil”, também trabalha com arranjos musicais para teatro infantil.

Em 1944, compõe “Prelúdio I” e “Prelúdio II”, apresenta-se no Theatro São Pedro novamente, conquistando, aos poucos, lugar entre artistas gaúchos.

Em 1945, realiza concerto em Santa Maria, em comemoração à reinstalação da Biblioteca Pública, e realiza recitais de piano nas Faculdades Católicas de Porto Alegre e novamente, mais um concerto no Theatro São Pedro, para a novel Associação Porto-alegrense de Cultura Artística, no programa, contava com obras de Mozart, Chopin, Mnuel de Falla, Luis Cosme, Liszt e composições próprias.

Em 1946, é nomeado Fiscal do Ensino Musical Particular pela Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul. Como professor, tem a satisfação de ver seus alunos realizando cursos de virtuose na Europa, entre eles: Maly Weisenblum, Raquel Gutiérrez, Roberto Szidon, Miguel Proença, entre outros. Ainda neste ano, participa, no Rio de Janeiro, da conferência-concerto Aspectos gerais da formação musical no Rio Grande do Sul, com o jornalista Paulo Antônio Moritz, no Auditório da Associação Brasileira de Imprensa. Nesta conferência - prestigiada por compositores como Radamés Gnattali, Luis Cosme e Walter Schultz - Natho Henn executa suas composições autorais.

Em 1947, participa de concerto em palácio, organizado pelo governador Valter Jobim, em homenagem ao presidente do Chile Gabriel Gonzalez.

Em 1954, é nomeado para exercer, cumulativamente o cargo em comissão de Assistente Técnico da Divisão de Cultura.

Em 1955, inaugura, com outras autoridades, a Discoteca Pública, localizada em um velho casarão situado na Praça Dom Feliciano. Natho Henn, torna-se o responsável e primeiro diretor desta instituição. Na Discoteca, realiza programas artísticos, incluindo obras autorais e participações. No mesmo ano, participa também do I Festival de Compositores Rio-grandenses no Theatro São Pedro, iniciativa do maestro Pablo Komlós, diretor da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, dentre os participantes, destacam-se a presença de Walter Schultz Portoalegre, Radamés Gnattali, Roberto Eggers, Armando Albuquerque, Araújo Vianna e Murilo Furtado.

Em 1956, compõe canções de Ofélia, personagem da peça de Hamlet, escrita por William Shakespeare. No mesmo ano, atua como solista no Festival Comemorativo do Bicentenário de Mozart, junto à Orquestra de Câmara do Instituto de Belas Artes (SOCIBA), sob a regência do Maestro francês Jean Jacques Pagnot. Ainda, realiza, em conjunto com o maestro Pablo Komlós e a professora Vera Thielen, audições discofônicas comentadas no Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano. Em dezembro do mesmo ano, inaugura, com o Diretor da Divisão de Cultura Ado Malagoli e outras autoridades, o Auditório Luis Cosme, na Discoteca Pública.

Em 1957, organiza audição discofônica, na Casa do Estudante, a pedido da Federação de Estudantes Universitários do Rio Grande do Sul. Nesta audição, a ementa foi baseada em comentários explicativos sobre obras e autores brasileiros. No dia 14 de julho deste ano, executa seu último concerto, no Centro Artístico e Literário Cap. Ernani Trein, em Porto Alegre.

Em 1958, é designado a exercer a função de Técnico em Música, no Theatro São Pedro. No dia primeiro de agosto, falece Natho Henn, em decorrência de insuficiência coronariana, artério esclerose, com a idade de 57 anos, no Hospital São Francisco, em Porto Alegre.

dad